
Margarida Lopes de Almeida - as mãos do Cristo Redentor
Durante muitos anos, a história de Margarida Lopes de Almeida ter servido de modelo para as mãos do Cristo Redentor foi considerada apenas uma invenção. A própria Margarida, por diversas vezes, negou a veracidade desse relato. No entanto, após seu falecimento, no final da década de 1970, sua família oficializou a versão, confirmando que realmente ela emprestou suas mãos ao escultor Maximilien Paul Landovski para a confecção do monumento no Rio de Janeiro.
Na época, Margarida era estudante de arte e foi convidada a integrar um grupo de jovens selecionados para auxiliar na construção da estátua do Cristo Redentor, que estava sendo realizada em Paris. A contribuição dela foi fundamental, pois suas mãos serviram de inspiração para o escultor que buscava características específicas para a obra.
A narrativa em torno de Margarida também inclui um possível romance entre ela e Landovski. Embora não haja confirmação definitiva sobre esse relacionamento, a proximidade entre ambos foi frequentemente mencionada como parte da história
Após sua participação na construção do Cristo Redentor, Margarida retornou ao Rio de Janeiro, onde se casou e passou a se dedicar à declamação de poemas. Filha da renomada poetisa Julia de Almeida, Margarida pertencia a uma tradicional família nobre brasileira.
O escultor justificou a escolha das mãos femininas de Margarida por serem delgadas, sem o formato quadrado das mãos masculinas, conferindo maior harmonia ao monumento. Assim, independentemente da existência ou não de um romance, Margarida eternizou suas mãos de declamadora em um dos monumentos mais conhecidos do mundo.
Gerardo Millone para www.guialegal.com








