
Confeitaria Colombo, qualidade, beleza e história.
Remanescente de uma era áurea do Rio de Janeiro, a Confeitaria Colombo, situada na rua Gonçalves Dias, no Centro, permanece como referência após superar diversas crises e resistir à popularização dos fast-foods. No dia 17 de setembro de 2025, celebrou 131 anos de atividade, consolidando sua presença histórica.
Fundada em 1894 pelos imigrantes portugueses Joaquim Borges de Meirelles e Manuel José Lebrão, a Colombo mantém seu prestígio junto ao público por meio da decoração art nouveau, símbolo marcante da Belle Époque. Seus salões amplos, espelhos belgas, mobiliário em jacarandá e detalhes em mármore italiano integram o roteiro turístico da cidade. Devido à sua relevância arquitetônica e cultural, foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 1983.
No Carnaval de 1952, a confeitaria foi imortalizada pela canção “Sassaricando”, que faz referência à Colombo como ponto de encontro tradicional da sociedade carioca. Por seus salões passaram personalidades ilustres como Olavo Bilac, a Rainha Elizabeth II e os presidentes Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas. A especialidade da casa reside em produtos confeccionados artesanalmente, como o tradicional pão-de-ló, os biscoitos casadinhos e doces portugueses, que atraem um grande número de clientes diariamente.
A equipe conta com cozinheiros treinados, receitas tradicionais e um cardápio consagrado, destacando-se o bacalhau servido às sextas-feiras. Houve uma filial em Copacabana, encerrada em 1993 para dar lugar a uma agência do Banco do Brasil. Posteriormente, foi inaugurada uma unidade no Forte de Copacabana denominada Bar do Forte, com capacidade para 40 pessoas e vista privilegiada para a praia. Há ainda uma filial situada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Nas décadas de 1960, clientes frequentavam o local com trajes formais — as mulheres elegantemente vestidas e os homens de terno; inclusive, ternos eram emprestados aos que compareciam em traje esporte. Era comum devolvê-los posteriormente, frequentemente com objetos pessoais esquecidos em seus bolsos. Além disso, nos anos 1940, era proibido aos funcionários receber gorjetas, mas clientes insistiam em gratificá-los, muitas vezes depositando valores em pequenas caixas de fósforos.
Confeitaria Colombo Centro:
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 32
- Centro
Segunda a sábado e feriados: das 11h às 18h
Domingos: Fechado
Confeitaria Colombo – Copacabana - Café do Forte: Endereço: Praça Cel. Eugênio Franco, 1, Posto 6 – Copacabana. De Terça a Domingo: das 10h às 19h00 Segunda: Fechado
Confeitaria Colombo – CCBB-RJ - 2º andar: Endereço: R. Primeiro de Março, 66 - 2º andar – Centro Quarta a Segunda das 12h às 18h Terças-feiras: Fechado
Fontes: Laura Antunes para O Globo digital (2004), O guia legal, Wikipedia






